Por Juliana Baron: As oportunidades do início de um novo ano

Como falei no meu último post aqui, por conta de novos desafios que me propus nesse novo ano, não conseguirei escrever semanalmente no blog. Mas como esse espaço que a Thayse me cede para diversificar o objetivo do blog me é muito gratificante, não irei deixar de escrever por aqui, mesmo que seja apenas uma vez por mês.

Estamos apenas no início de 2013 e o fim de mais um ano sempre traz consigo uma necessidade de pausa para reflexão e variadas oportunidades de transformações. Automaticamente, fazemos uma auto retrospecção dos desejos elaborados mentalmente após o fim da contagem regressiva da virada passada e o que fizemos com eles. Consegui emagrecer? Economizei alguma quantia? Desfiz-me daquelas roupas que já não uso mais? Encontrei um novo amor?

E por mais que tenhamos vivido os 365 dias de uma forma intensa, sempre fica a sensação de que esquecemos de algo, de que o ano passou voando, não nos permitindo realizar tudo que gostaríamos. É, esse mundo exigente em que nós vivemos hoje não exime de cobranças aqueles que costumam dormir no ponto. E estabelecer metas a serem seguidas em meio a tantas outras responsabilidades que a vida mundana traz consigo, exige coragem e afinco.

Pensar em voz alta sobre o que se espera do próximo ano é como metaforicamente assinar um contrato que não possui uma cláusula de indenização caso uma das partes não cumpra o que foi acordado. Prometer-se para si mesmo, algo difícil de ser feito e não ter peito para pôr a ideia em prática é como morrer um pouco a cada dia.

Por isso dei algumas dicas no meu texto que foi dado como um mimo na liquidação da Pera de maneiras para transformar os seus sonhos em metas e não em meras frustrações. E continuo propondo que nesse início de ano vocês separem um tempo do seu dia e reflitam sobre os seus valores e vontades nesse ciclo que nasce num mês tão colorido.

FOTO 01

Procure esquecer as expectativas dos outros sobre você e distinguir aquilo que é seu daquilo que tomou de terceiros. E faça isso consciente da importância de viver o presente. Para os que costumam se dizer ausentes e por isso incapazes de desacelerar um pouco e focar no agora, entendam que quando você se encontra ausente da onde esta, é porque a sua alma esta vagando por algum outro lugar. Que lugar é esse? Talvez seja lá que você realmente deseja estar, mas por receio de mudanças extremas venha vivendo a sua vida normal automaticamente. Só que a sua alma não é racional como o seu ego e inconscientemente segue para onde ela acredita que deve estar.

E aqui eu deixo mais uma proposta para vocês nessa nova fase crivada pela virada do ano. Compreenda e perceba as diferentes necessidades da alma e do ego e da importância que ambos exercem na nossa vida como um todo. Resumidamente o ego significa você ter que lidar com todas as questões práticas e racionais na sua vida e a alma diz respeito à tudo aquilo que é mais profundo, mais espiritual, que faz contato com o que reside dentro de nós. E ambos possuem funções de extrema importância. O segredo é encontrar o equilíbrio entre os dois. Nem tão pé no chão, nem tão “fly away”.

FOTO 02

Abra as portas de uma nova consciência. Remodele sua vida com as transições que julga necessárias. Construa o seu próprio caminho e confie na sua capacidade e na importância de ser quem você realmente é.

Mês que vem eu volto.

Beijo beijo

Anúncios

Por Juliana Baron: nem sempre a saudade é querer que o tempo volte!

Final de ano sempre traz consigo um certo clima de nostalgia.

Pois ontem eu estava pensando em como será o meu “ano que vem”, e lembrei do meu discurso de formatura. Há quatro anos atrás, eu me formei em Direito e como sempre gostei de escrever, bolei um discurso pra formatura e fui escolhida, juntamente com mais outro formando, para sermos os oradores. Unimos os nossos textos e dividimos o púlpito no dia da colação.

Como ano que vem eu inicio um novo curso na faculdade, resolvi reler o que eu escrevi na época e compartilhar com vocês a minha parte do discurso, que resume um pouco o que sentimos quando alcançamos um objetivo. Apesar de não ter seguido na área jurídica, aprendi a reconhecer nessa minha trajetória, uma vitória alcançada e um período que serviu para o meu amadurecimento como pessoa.

Durante muito tempo, senti-me culpada por não me ver atuando no mundo do Direito. Julgava-me uma pessoa sem foco, já que havia passado cinco anos estudando algo pra depois não me ver trabalhando com ele. Só que hoje eu aprendi que na verdade, se eu não tivesse um foco, ainda estaria fazendo algo que eu não queria. Você decidir mudar o caminho pode significar que você seja uma pessoa focada. Mesmo que o seu foco ainda não esteja bem claro para você, pelo menos você já sabe aquilo que não quer fazer.

Sim, é uma tarefa difícil. Temos uma queda por nos culpar, por enumerarmos mentalmente tudo aquilo que consideramos uma derrota, por preferirmos deixar tudo como esta. Porém, o exercício de treinar o nosso cérebro a considerarmos tudo o que vivemos como bagagem para seguirmos em frente, melhores, não é impossível.

Assim, agarrada nessas minhas novas convicções e na ideia de que a vida é muito curta para perdermos tempo nos lamuriando por antigas escolhas, vou que vou. Aproveito para mudar aquilo que eu posso, o meu presente! E honrando meu passado e todas as lições provenientes dele, acumulo forças para continuar na busca de transformar os meus sonhos em realidade. Com todos os clichês que possam existir nessa busca. FOTO 01 “A grande preocupação é que esse discurso não pareça clichê. No mundo das constantes inovações, torna-se tão irrelevante se fazer da mesmice e não utilizar a irrigada capacidade criativa que TODOS possuímos. Claro que não devemos deixar de transmitir a essência desses textos copiados, que simplesmente é dizer que tudo valeu à pena.

Minto se disser que não pensei muito no que escrever. Mas olhando para trás, não ficou difícil espelhar no papel as lembranças que surgiam em meus olhos quando parei para relembrar esses cinco anos.

Cinco anos.

Alguns de nós escolheram o Direito, outros foram escolhidos por ele. Mas hoje isso pouco importa já que tínhamos o objetivo em comum, de chegarmos até aqui.

Lembram dos primeiros dias como calouros na faculdade? Começava ali um sonho por realizar e uma expectativa de darmos nossas vidas num sentido maior.

Tantas coisas mudaram no dia a dia. Em um segundo o futuro virou passado. Costumam comentar que esse tempo passou voando, e realmente pode ter passado, mas não dá pra dizer que somos os mesmos. Hoje eu sou mais eu e você é mais você. Mas aprendi um pouco mais de mim com você e você aprendeu um pouco mais de você comigo.

Somos muitos o tempo todo. A cada novo dia, somos outros. Desprezemos, mas não menosprezemos os momentos ruins, aqueles não tão fabulosos desses cinco anos. Os cansaços, as indignações, as dúvidas, os medos, as ansiedades, as raivas…

Cantemos as alegrias, os dias ensolarados, as noites enluaradas, as conquistas, as vitórias, as persistências e a vontade de chorar ao poder gritar: eu consegui!

Hoje a alegria e a emoção daquele começo se repetem, merecidamente, dia após dia com perseverança, coragem, desprendimento e sacrifício de inúmeras horas de ausência das pessoas que amamos.

Como disse um dia um certo alguém: cada escolha uma renúncia.Mas não por acaso a vida é assim. Renunciamos a tantas coisas para hoje estarmos aqui. É tão bom acordar e acreditar que tudo pode ser novo e melhor, sentir que já esta sendo bom, não importando se tudo foi exatamente do jeitinho que a gente sonhou.

Ao longo do caminho vivemos histórias diferentes. Cada formando no dia de hoje relembrando esses cinco anos, revive a sua luta pessoal. Vários foram os dias em que chegamos cansados e desanimados. Porém, a auto determinação e o desejo de realizar esse sonho foram maiores do que tudo isso. E hoje podemos e devemos comemorar essa vitória.

Aprendemos a conciliar todas as nossas vidas, os nossos mundos, pessoal, profissional e acadêmico, todos os nossos eus, éramos mãe, pai, filho, filha, aluno, trabalhador, tudo misturado.

Nesse caminho ganhamos, perdemos e também, quer dizer, principalmente, aprendemos. Não só o Direito. Aprendemos a lidar com diferenças de idade, de idéia, de valores, até nos parecermos todos iguais. Afinal, na sala de aula não há diferença alguma, todos são folhas em branco, prontos para serem enriquecidas e preenchidas, e no final poder contar uma história! Tão grandes e pequenos quanto qualquer outro. E foram justamente esses encontros que fizeram o caminho tão mais bonito.

A vida nos deu uns aos outros e acabamos descobrindo tanto em comum. Habitamos o mesmo lugar, acabamos nos conhecendo, as dores, os sorrisos. É essa alquimia engraçada que junta vários mundos para criar um só. Cada turma que se forma tem sua história. E a nossa é assim.

Deixamos as salas de aula com a certeza de que a nossa missão no mundo é fazer o melhor. O direito como uma ciência social está atrelado à busca de constante renovação, e a partir de agora somos nós os responsáveis por isso.

É imperioso que não sejamos apenas engenheiros legais, ou operadores jurídicos que podem ser brilhantes mas com função social limitada.

Podemos vir a ser advogados, juízes, promotores ou apenas bacharéis em direito, porém, independentemente dessas opções profissionais e sociais abraçadas a partir de agora, não podemos esquecer de duas características, a ética e a consciência jurídica.

Saímos dessa formatura com imensa responsabilidade pessoal e profissional. Estamos convencidos de que não faltarão empenho, disposição e compromissos éticos para vencer esse desafio.

Hoje mais maduros e esclarecidos, com idéias mais polidas, vemo-nos um reflexo, ainda que imperfeito, da faculdade que nos acolheu e nos transmitiu o conhecimento necessário para exercermos o Direito. Além é claro dos conceitos éticos, de retidão, amor, transparência, humildade e responsabilidade sempre presentes quer seja em sala de aula, nos colóquios, congressos, palestras, seminários…

Dizer muito obrigada é muito pouco, quase nada. Prefiro dizer que fica um sorriso no meu coração, um sorriso pra cada um.

Estamos tão melhores para seguir em frente. Olhamos pra trás e vemos que levamos tão mais conosco. Mais amigos, mais conhecimentos, mais histórias, mais saudades. Olhamos pra frente e sonhos nos esperam. Quem sabe, acreditamos em sonhos exagerados, mas quem se importa? Hoje nada importa.

Na despedida daremos um abraço compriiiido, maior e mais longo do que o de costume. Intenso, forte, sem dizer nada. Pois não será mesmo preciso.

Certamente sentiremos saudades. Porém, nem sempre a saudade é querer que o tempo volte. O passado é um lugar para visitarmos de vez em quando, não para morar. O tempo tem sua mágica. Mas de tempos em tempos é saudável olharmos para trás, para nos lembrar do que somos feitos, quais tijolos nos sustentam e chorar para sorrir.

Existe lugar e hora para isso, e aqui é o lugar.

Choramos com um passado pleno, com um futuro sonhado e choramos com o presente como ele é. Emocionamo-nos com o que temos e com o que perdemos, com o que tivemos que perder para ganhar. Temos tanto então. Temos tudo.

Agradecemos a todas as pessoas que nos ajudaram nesse caminho.

Aos pais e aos familiares, pelo amor e pela confiança.

Aos amores pelo incentivo constante e pela compreensão da ausência. Pelo desprendimento e paciência.

E a Deus que continuará nos guiando neste caminho.

A vida continua, ou melhor, recomeça. Recomeça em nós, fresquinhos, com um vento batendo no rosto, brisa trazendo novos sonhos. Ganhamos apenas mais estrada pela vida afora, de um jeito que nós mesmos é que vamos escolher.

O que parece ser fim é apenas um começo. É o fim de um começo.

Hoje somos nós e o mundo.

Como disse o filósofo Platão:

“Grandes caminhadas começam com a decisão do primeiro passo”.

O qual já foi dado por nós.

Obrigado”.

 

Hoje eu vejo no texto um ar um tanto dramático. Mas os tempos eram outros e eu estava inundada por sentimentos, bons e ruins. Então perdoem os exageros sentimentais.

Escolhi as três partes que tem muito significado no meu momento atual:

“Quem sabe, acreditamos em sonhos exagerados, mas quem se importa? Hoje nada importa”.

“Mas de tempos em tempos é saudável olharmos para trás, para nos lembrar do que somos feitos, quais tijolos nos sustentam e chorar para sorrir”.

“Emocionamo-nos com o que temos e com o que perdemos, com o que tivemos que perder para ganhar. Temos tanto então. Temos tudo”. 

FOTO 02

Assim, nostálgica e refletindo sobre cada tijolo que juntos construíram quem eu sou hoje, mergulho em mais uma semana de correria total. Mas que felizmente, vai terminar comigo e a Thayse indo pra São Paulo assistir ao show da Norah Jones! Delícia de final de semana!

Beijo beijo 

Por Juliana Baron: Mind the Gap

Engraçado, se me perguntassem há alguns anos atrás se eu tinha vontade de conhecer Londres, certamente a minha resposta seria que não. Apesar de conhecer algumas pessoas que já moraram ou que moram lá, a cidade mais turística da Inglaterra nunca fez parte da minha wish list de lugares pra conhecer. Mas quando fomos escolher os lugares da Europa em que iríamos passar durante a nossa lua de mel, Londres me veio à cabeça. E tendo ela uma conexão fácil, através do Eurotúnel, com os outros países que gostaríamos de visitar, decidimos que nossa viagem começaria por ela.

Milhas trocadas, chegou o momento de planejarmos o que queríamos conhecer durante os 4 dias que estaríamos lá. Já falei que sou super organizada? Logo comprei um guia da cidade e comecei a me ambientar no mapa e na localização das principais atrações. Só que a correria do casamento me roubava muito tempo e eu fiz apenas um pré planejamento. E mesmo que isso na época me soasse preocupante, depois que voltamos, essa é uma dica que sempre darei a mim mesma. De não planejar os dias com programações cronometradas e imutáveis. Como eu disse no post que escrevi assim que voltamos de viagem, onde enumerei também outros aprendizados durante a nossa lua de mel, “descobri que viajar sem grandes planos, pra mim, é o melhor estilo de viagem. Porque tudo bem que devemos conhecer o máximo que pudermos de cada lugar. Mas também precisamos respeitar o nosso corpo e aproveitar os lugares, sentados na mesa de um café, bebendo e conversando, por exemplo”.

FOTO 1

No meu ponto de vista, Londres surpreendeu. Sim, o clima não ajuda muito. Em todos os dias que acordávamos e abríamos a janela, lá estava aquela neblina cinza, úmida. Todas as pessoas vestiam preto, milhares de roupas, guarda chuvas a tiracolo. Mas a cidade é limpa, organizada, o metrô é uma beleza e a arquitetura é deslumbrante.

FOTO 2

No primeiro dia fomos ao British Museum, que ficava ao lado do nosso Hotel. Aliás, Hotel é outro ponto importante a ser comentado. Porque Londres é um lugar caro para visitar. Pelo menos foi o que eu achei. Não é que nem em outras cidades, onde você encontra um Hotel BBB na internet, por exemplo. Lá a maioria dos Hotéis bacanas em custo benefício, são antigos. E como nós não pretendíamos gastar muito em hospedagem, mas eu também sou um pouco chata pra limpeza, optamos por um Hotel mais em conta, mas que também não fosse ruim. Escolhemos então, o Hotel Royal National. Ele é bem localizado, apesar de antigo as acomodações são boas, tem internet free, o café da manhã é legalzinho, tem uma estação de metrô do ladinho e alguns mercadinhos. Aliás, ao escolher um Hotel, sempre atentem para a questão do metrô. Porque em Londres, apesar de termos feito aqueles passeios de ônibus, andamos praticamente só de metrô, que é outra coisa que vocês devem pesquisar antes de chegarem aos seus destinos. Encontrem a empresa que vende os ingressos, analisem se vale a pena comprar tickets de mais dias. Sei que em Londres a melhor opção é o Oyster, mas como eu não tinha lido muito a respeito e não íamos ficar muitos dias, compramos as passagens comuns que te permitem andar o dia inteiro.

FOTO 3

Como eu disse lá em cima, o primeiro lugar que fomos, foi o British Museum. E foi aí que descobrimos, eu e o Marco, que não somos pessoas muito de museus. Claro que alguns valem a visita. Mas esse negócio de ficar lendo plaquinhas e de se sentir maravilhado com exposições, não combina muito comigo e graças a Deus, com ele também não. Porque uma sintonia entre os gostos das suas companhias de viagem, também é fundamental para que o negócio dê certo.

FOTO 4

Enfim, combinamos que só iríamos aos museus e às Igrejas mais comentados e que de resto, aproveitaríamos a cidade de uma forma mais solta. Gostamos muito da London Eye, apesar do dia cinzento em que subimos nela.

FOTO 5

A Tower of London, Torre de Londres merece a visita. Aqui deixo a dica de comprar o Áudio Guia pra entender melhor a história do lugar. E separar algumas horas, porque apesar de não gostarmos muito de museus, esse conta toda a história de Londres, além de possuir algumas exposições bem bacanas.

A Oxford Street também vale uma caminhada. Lá estão algumas das lojas mais conhecidas, bem como a Primark, uma loja de departamento com MUITAS opções, principalmente de roupas femininas e com um preço BEM camarada.

O lugar de Londres que eu mais gostei com certeza foi o bairro de Notting Hill e o mercado de rua da Portobello Road. Muito pelo clima do lugar, pelos cacarecos para comprar, pelos livros e discos expostos nas calçadas.

FOTO 6

FOTO 7

Usamos também aqueles ônibus turísticos. Na frente do nosso Hotel tinha uma linha do BIG BUS Tour. Gostamos bastante dos serviços, dos guias e da localização das linhas. Acho que uns dois dias nem usamos os metrôs. Fora que o ônibus que passava na frente ao nosso Hotel, em cinco minutos nos deixava na estação em que pegaríamos o Eurotúnel pra seguir viagem.

Visitamos ainda a Harrods, que pra mim só valeu a visita já que a loja é super cara, a Picadilly Circus, que tem aquele painel de led enorme e algumas lojas bacanas ao redor, o Palácio de Buckingham e a famosa troca de guarda (os guias do BIG BUS ajudam muito nessa hora), a Abadia de Westminster, que é linda, mas achamos cansativo conhecer tudo e desistimos na metade, o Science Museum que possui umas exposições legais mas que também exige quase um dia inteiro e o bairro de Candem Town, onde todos os bares conhecidos precisavam de reserva e todas as lojas fechavam super cedo.

FOTO 8

Com certeza faltaram MUITOS lugares pra conhecer, como Greenwich, por exemplo. Mas um dia voltaremos pra Londres, porque a cidade pede esse retorno. Ela respira conhecimento, prédios bonitos e certo ar de mistério. Mesmo com chuva! Porque apesar do clima úmido, chega um momento em que nós até nos acostumamos com ele, como se nos adaptássemos a esse detalhe como forma de agradecimento por todo resto.

Fiz um resumo bem resumido da nossa passagem por Londres. Mas espero ter deixado o gostinho pra quem nunca pensou em conhecer a cidade, assim como eu há um tempo atrás. É engraçado como fazemos uma impressão de um lugar antes mesmo de conhecê-lo. Mas contra esses nossos velhos pré conceitos, deixo aquele velho clichê londrino que tanto escutamos durante a nossa estadia por lá, “Mind the Gap”!

Beijo beijo

Por Juliana Baron – Para Sempre?

Confesso que eu não sou muito fã dos livros do Nicholas Sparks e associados. Apesar de ser uma romântica convicta, hoje a minha lista de livros pendentes para ler não incluem muitos romances do tipo amorosos. Mas os filmes dessa classificação de livros, já foram todos assistidos por mim. Porque mesmo hoje preferindo dramas e filmes estrangeiros, nunca dispenso uma boa comédia romântica e mantenho um “pequeno grande” acervo delas nas minhas prateleiras.

E o filme sobre o qual eu vim falar hoje, apesar de não ter sido escrito por Nicholas, pra mim parecia que era, principalmente pela capa e pelo tom de romantismo. Sexta feira passada, assisti “Para Sempre”, filme (e livro) baseado em uma história real (o que pra mim o torna muito mais digno de ser visto) e contado por um dos protagonistas da mesma. Não sei muito sobre a história real do casal representado no filme, mas pra quem quiser saber um pouco mais, tem um resumo nesse blog.

Pelo que eu entendi a história contada no filme não foi exatamente a mesma da vida real, por isso que no começo diz “baseado em fatos reais”. Mas mesmo que a história não seja exatamente a mesma, o foco principal dela, continuou sendo o fato de o casal ter se acidentado e a mulher ter perdido a memória dos anos em que passaram juntos.

Pra quem não assistiu, furtei daqui o resumo do filme e aqui tem o trailer. Mas não se preocupem que não vou antecipar o final.

“Paige (Rachel McAdams) e Leo (Channing Tatum) viviam uma linda história de amor, mas um grave acidente de carro provocou uma grande mudança em suas vidas. Afinal, mesmo estando casados, ela não consegue se recordar de nada e muito menos ter algum tipo de memória sobre o relacionamento deles. Agora, resta para Leo a missão de reconquistá-la novamente para que possam então viver o romance que sempre desejaram. Baseado em fatos reais.”

E que história hein. Assisti ao filme com o meu marido e mesmo que ele prefira os filmes de ação, também ficou hipnotizado esperando o que iria acontecer no final de tudo.

A parte que mais me tocou, foi presenciar a forma como Leo e Paige, os personagens do filme, relacionavam-se. Um amor delicado, verdadeiro, daqueles que toda mulher sonha em ter um dia, mas que a maioria não tem a oportunidade de viver. Meu marido não é assim tão romântico, mas eu compartilhei com ela a delícia que é amar alguém e ser amada pela pessoa que nós somos e não por expectativas. Conviver com um amor companheiro, daqueles que sabe rir com você, rir de você e dividir também os momentos em que o silêncio se faz necessário, realmente é um privilégio.

Mas chega de declarações e vamos ao que interessa. A história toda gira em torno de Paige ter perdido a memória e não lembrar mais do amor sentido por Leo. E o mais triste, é que como eu falei ali em cima, o relacionamento deles era muito bonito. Então eu ficava me colocando no lugar dele, que ainda lembrava de tudo e que por isso, decidiu reconquistá-la novamente. Só que o grande empecilho do enredo todo, é que ela perdeu a memória dos últimos cinco anos e voltou a ser uma Paige que Leo não havia conhecido pessoalmente. Porque quando eles se conheceram, ela já havia abandonado a vida e as expectativas do seu pai na busca de descobrir quem ela era de verdade.

Então Leo teve que ter toda uma paciência, certamente explicada pelo amor que sentia, para aguardar o tempo de Paige e deixar que ela sozinha fizesse todo o caminho de volta pra ele.

Antes de ela perder a memória, eles se casaram e os votos dele dizem muito sobre essa paciência e amor que ele teve nesse momento de espera:

“Eu me comprometo a amá-la seriamente, em todas as suas formas. Agora e para sempre. E sempre sabendo na parte mais profunda da minha alma, que não importa que desafios venham a nos separar, sempre encontraremos um caminho de volta para o outro”.

Lindo, não?

E depois do final do filme, ficou a reflexão. Qual o tamanho de um amor e intensidade do mesmo, que nos faria começar tudo novamente? Mesmo com várias barreiras e dificuldade enfrentadas por uma perda de memória e o retorno a um passado que já havia sido mais do que deixado para trás?

Porque apesar de no altar jurarmos amor eterno na saúda e na doença, na alegria e na tristeza, é claro que é muito mais fácil amar quando tudo vai bem. Só que a vida às vezes tem das suas surpresas e eu acredito que são nos momentos difíceis que o amor dito verdadeiro é posto a prova. E não precisam acontecer grandes tragédias ou reviravoltas para se analisar a veracidade de um amor. Questões do dia a dia também servem para que um casal perceba o quanto se ama, mesmo tendo que enfrentar pequenas batalhas.

Nessas horas, o outro se torna um aliado ou um inimigo?

Fica a reflexão.

Beijo beijo

Por Juliana Baron: na vida ou você caça, ou vira caça.

E nesse final de semana eu fui ao casamento de uma grande amiga. E sua mãe, sempre ótima com as palavras, leu durante a celebração, um lindo texto que escreveu e que só confirmou a minha visão dos casamentos de hoje. Nele, ela dizia basicamente que percebe nos jovens uma maneira diferente de enxergar a união pelo matrimônio. Que eles casam fazendo uso do seu poder de escolha, o que torna os seus casamentos, algo mais verdadeiro e consequentemente, mais passível de durar. E foi justamente isso que aconteceu na minha vida, por exemplo. Como vocês sabem, apesar de eu já morar junto e de já ter um filho, há pouco mais de um mês, casei oficialmente. E como sempre costumo dizer, casamos por escolha nossa, como forma de confirmar e agradecer nosso amor, porque na verdade, já nos considerávamos casados.

Só pra ilustrar um pouco o texto. Adoro o canal GNT, e como pessoa apaixonada por observar as pessoas e seus comportamentos, desde que começou a série “Sessão de Terapia”, viciei e não perco nenhum episódio. Durante a nossa viagem de lua de mel, descobri a existência do Muu, uma espécie de site que possui os episódios completos de alguns seriados. E assim, consegui manter atualizado esse meu vício. Mas o que eu quero dizer com isso, é que um dos pacientes do programa, é o próprio terapeuta, que faz um tipo de supervisão, consultando-se com outra terapeuta toda semana.  E como ele esta em crise conjugal, nos últimos episódios, tem ido à sua terapia, acompanhado da sua esposa. No último episódio, eles meio que descobriram que o que vem abalando seu relacionamento, é o fato de eles terem trazido “problemas” de antes mesmo do casamento. Cada um, com toda a sua bagagem de vida, como modo de criação, exemplo do modo como seus pais se relacionaram, trouxe consigo alguma incoerência, lacuna e carência. E como de costume, assim que se casaram, engataram no automático e foram vivendo sem se auto questionar, sem se auto analisar com relação àquilo que queriam para si, independente do que esperavam do outro.

E então que fazendo a ligação entre o discurso da mãe da minha amiga e esse exemplo do casal em terapia, percebi que antigamente, ao meu modo de ver, as pessoas, especialmente as mulheres, não tinham o costume, e acho até que, nem tinham a liberdade de se questionarem sobre o que queriam para suas vidas. Era comum que, assim que se formava na faculdade (para aquelas que tinham essa oportunidade), ou saía da escola, a mulher logo se casasse, tivesse filhos, talvez trabalhasse e pronto. E o que eu vejo que acontece muito hoje, é que essas mesmas mulheres, que foram inseridas nessa ordem comum e até “necessária”, quando se veem sem os filhos, pois os mesmos já estão crescidos, e envoltas em todo um sistema de “liberdade” e cobranças de “ser feliz e independente” que se propaga nos dias de hoje, ficam um pouco perdidas e confusas com a camisa que vestiram durante toda uma vida. Ou foram mães demais e esposas de menos, ou se esqueceram de si em prol da família, ou se deixaram levar pela situação e largaram uma faculdade e emprego de que tanto gostavam.

E a relação que eu faço, com a visão que tenho da maioria dos casamentos de agora, é a de que hoje, mesmo que digam que essa é uma instituição falida, mesmo que divórcios sejam cada vez mais comuns, mesmo que muitos associem erroneamente a questão da liberdade com a escolha de não se casar, muitos jovens estão subindo ao altar. E eu acredito que em grande parte dos casos, eles o estão fazendo por escolha, por vontade própria.

Sempre bato na tecla de que não existe metade da laranja. Adoro o que diz a personagem Mercedes do filme “Divã”. Não devemos querer ser a metade da laranja de ninguém e sim, ser uma laranja inteira. Porque para os que buscam no casamento, a solução de algum problema particular, a separação no futuro, ou um casamento sem vida, há de ser uma coisa quase certa. Pois uma pendência nossa, como pessoa, pode até ser resolvida a dois ao longo da relação, desde que tenhamos a consciência de que ela é nossa e não esperar que no outro esteja a solução. Mas o que acontece muito é justamente a transferência de algo que já estava mal resolvido para a figura do companheiro. E então, depois de algum tempo, você tem a certeza de que toda a infelicidade que sente é culpa do outro. Porque ele não lhe deu atenção, porque não valorizou tudo o que você fez, porque não foi o companheiro que você esperou.  Só que o que as pessoas esquecem, é que um casamento é feito de duas pessoas. Sabem aquela máxima que diz que “um não faz o que dois não querem”? É tão mais fácil jogar no outro a sua falta de atitude ou a sua comodidade. E não é que existam culpados no fim de um casamento, mas é que não existe culpado nesse enredo todo. Pareceu confuso? Mas essa era a intenção. Não é que você seja uma espécie de culpado por não ter percebido que também fazia parte das ausências da relação, ausência de conversa, ausência de compreensão, ausência de tolerância, mas é que o outro também não fez por querer, conscientemente.

E também não pensem que eu estou dizendo que precisamos entrar num casamento, zerados de problemas, super bem resolvidos e cem por cento felizes. Mas que saibamos identificar aquilo que já trouxemos da nossa vida pré-casamento. Que tenhamos a coragem de buscar ajuda no momento que algo parece não ir bem e reconhecer que também fazemos parte disso.

E é por tudo isso que eu digo perceber que, apesar de hoje o nosso mundo andar um tanto superficial demais e profundo de menos, hoje escolher se casar me parece ser um ato mais verdadeiro, fruto de uma vontade que realmente vem de dentro de nós. Porque por mais que a nossa sociedade esteja mais imediatista e às vezes, até amoral, o casamento já não é mais etapa obrigatória na vida de ninguém. Sim, eu sei que nós mulheres continuamos românticas convictas e mesmo dispondo de toda a liberdade e opções de escolha de formas de viver, ainda esperamos encontrar o nosso príncipe encantado no final da história. E não há nenhum mal nisso, porque realmente é muito bacana termos com quem dividir os nossos anos. Mas acredito muito que hoje encaramos mais a figura do outro, como alguém que nos fará companhia, como alguém com quem compartilharemos as delícias e as angústias de viver. E não como uma pessoa perfeita, que pagará as contas, que existe somente para nos completar, que tem o dom de nos fazer feliz e de tapar nossos buracos, para ser alguém que suprirá todas as expectativas que fazemos de nós mesmos.

Será que estou errada? Bom, pelo menos eu procuro enxergar o meu marido dessa maneira. E você? Já pensou como idealiza o seu companheiro?

Adoro o exemplo que a minha terapeuta de grupo deu uma vez sobre como muitas vezes não paramos pra pensar nas nossas escolhas, mesmo as mais simples. Quando você chega num buffet de comida, costuma se questionar antes sobre o que esta com vontade de comer ou vai escolhendo conforme as comidas vão surgindo?

Associou? Quando você esta à procura de um companheiro, para pra pensar naquilo que você quer para si ou vai escolhendo conforme as opções vão aparecendo? Não que você precise fazer uma lista de como quer que seja o sujeito. Mas você já enumerou quais as características, valores, ideais de vida, considera importantes em alguém? Ou você prefere nem pensar nisso e depois de um tempo e de ter se deixado escolher por alguém, perceber que aquela pessoa não tem nada a ver com você? Porque, desculpem a analogia, como eu aprendi esses dias e adoro repetir, na vida ou você caça, ou vira caça. Ou você faz as suas próprias escolhas ou alguém escolherá por você.

Fica a reflexão.

Boa semana.

Beijo beijo

Elas vestem Pera

Bom dia segunda-feira!

Tudo bem? Como foram de feriado? No sábado teve o casamento da Ju e estava tudo lindo e perfeito. Comida, decoração, música e a noiva estava linda e irradiante. Momento perfeito da festa foi a dança dos noivos. A Ju comentou algumas vezes das aulas que ela e o Marco estavam fazendo para o dia do casamento, valeu cada sábado acordado cedo, pois a dança ficou demais!!!!!! Por este motivo, a Ju tirou férias aqui do blog para aproveitar a vida pessoal dela e ela merece!

E para não perder o costume de ter ela aqui no blog o Elas vestem Pera é com as fotos do ensaio do casamento. Ela usou algumas roupas da Pera e o resultado ficou incrível.

Saia Pera

Camisa e saia Pera

Camisa e saia Pera

** Fotos Ana Correa

Não ficou lindo o ensaio? E o João? Coisa mais fofa!

Para ver o ensaio completo da Ju e o do Marco que está lindo, clique aqui!

Beijos e até amanhã!

Por Juliana Baron: e lá vem, e lá vai, a noiva

E parece que foi ontem que eu comecei a namorar, que eu engravidei, que fomos morar juntos, que driblamos todos os imprevistos, que nos descobrimos como família e que decidimos finalmente marcar a data do casamento.

Parece que foi ontem que eu escrevi aqui nesse blog como estavam os preparativos para o casamento, dei dicas de fornecedores e compartilhei com vocês o que realmente significa o matrimônio pra mim.

É, parece que foi ontem, mas o grande dia esta chegando e eu sei que logo, logo, vou dizer também que “parece que foi ontem o meu casamento”.

Semana que vem a esta hora, já estaremos oficialmente casados. Já teremos vivido todo o ritual que um matrimônio significa e que só teve como objetivo, agradecer e pedir mais bênçãos a essa nossa relação, que já dura quatro anos.

Apesar de não ter como meta de vida, escrever sobre planejamento de casamento, ainda quero muito dividir com as minhas leitoras, algumas dicas e indicações que considero úteis, depois de ter passado quase um ano organizando o meu. E durante todo esse quase um ano, só confirmei o quanto eu sou mesmo organizada. Todos os meus fornecedores exaltam essa minha qualidade e talvez por isso, eu esteja, digamos, tranquila, nessa última semana que se segue.

Porque tirando o que precisa ser resolvido, de fato, na última semana antes de um casamento, como entrega de vestido e afins, definição de número de fornecedores para o Buffet, planejamento e logística do grande dia, atualização de planilhas de convidados e pagamentos, todo o resto esta encaminhado, definido.

Sei que muitas amigas me dizem que eu vou sentir muita falta de toda essa correria depois do casamento, mas confesso que não vejo a hora de retomar a minha vida, que coincidentemente nesse ano de sua organização, deu uma reviravolta e finalmente tomou o rumo que eu sempre quis pra ela. Então assim que voltarmos da lua de mel, darei início à esse meu novo ciclo. E assim como aguardo ansiosa pelo casamento e pela nossa viagem, também não vejo a hora de dar andamento aos meus novos projetos de vida, que vem sendo amadurecidos e, praticamente,  gestados, durante esses últimos meses.

Nesse último sábado, mais uma vez, ajudei a Thayse no Chá de Pera (que obviamente, assim como nos anteriores foi um sucesso e logo ela vai postar sobre ele) e no resto do final de semana, procurei levar uma vida normal, sem nem parecer que faltava apenas uma semana pra eu viver um dos maiores sonhos de toda mulher.

Mas não adiantou, apesar de ser super rigorosa com compromissos e prazos, nos últimos dias, não consegui sentar na frente do computador e fazer outra coisa que não fosse referente ao casamento. Então, venho pedir mil desculpas por hoje não vir aqui e fazer o que eu mais gosto, que é escrever sobre os nossos comportamentos. Mesmo que meus textos sejam, geralmente, escritos, numa única “sentada” no domingo à noite, sou obrigada a admitir que hoje minha cabeça esta vazia de criatividade e ideias pra escrever. Mas imagino que vocês irão me entender.

Casamos no sábado e no final de semana seguinte, embarcamos na nossa lua de mel, que vai durar vinte dias. Então como venho procurando focar nos acontecimentos da minha vida, de acordo com os seus prazos, só apareço aqui novamente no dia 12 de novembro, quando já teremos retornado de viagem e eu já estarei estabilizada na minha rotina normal.

Agradeço muito à todas as formas de carinho que recebi daqui desse blog, seja por comentário, pelo Facebook ou pessoalmente, tanto pelo meu casamento em si ou pelos textos que posto e prometo voltar inteira em Novembro. Cheia de novidades e novos assuntos pra escrever.

Boa semana pra vocês, bom casamento pra mim e que tudo dê certo em tudo aquilo que ESCOLHEMOS FAZER.

Beijo beijo

Deixo algumas fotos do nosso Ensaio de Casamento, que usei peças da Pera.

Saia Pera

Saia e camisa Pera

Saia e camisa Pera

Camisa Pera